QUARTA-FEIRA, 13 DE NOV DE 2019
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
17 DE JANEIRO DE 2019
A incrível experiência de um parto natural

Mãe conta como foi ganhar sua filha dentro de casa e dar a oportunidade da criança ser uma legítima sabarense

O parto é sempre um momento muito especial na vida de uma mulher, por isso é importante que cada uma possa escolher como esse acontecimento tão importante será realizado.

O Brasil tem a segunda maior taxa de intervenções durante o parto, com mais da metade dos nascimentos ocorrendo por meio de cesáreas. Os dados são de 2017 e foram divulgados em 2018 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, 140 milhões de nascimentos ocorrem no mundo a cada ano. A maioria sem complicações. Ainda assim, nos últimos 20 anos, médicos aumentaram o uso de intervenções que eram destinadas antes apenas para evitar riscos e tratar complicações, com a infusão de oxytocin para acelerar o parto ou cesáreas.

A OMS tem trabalhado no sentido de reduzir esses números, diminuindo as intervenções médicas desnecessárias e tornando a parto mais humanizado, beneficiando a mãe e a criança.

Por outro lado, nos últimos anos tem aumentado o número de mulheres que optam por partos naturais, sem o uso de qualquer intervenção. Este foi o caso da advogada Fernanda Morais Costa,36, que mora em um sítio em Sabará desde 2012.

Fernanda conta que sempre achou estranho marcar uma data para a criança nascer, como acontece nas cesáreas. Ela acredita que se foi feito naturalmente tem que chegar de forma natural também.

Na sua primeira gestação, ela começou a estudar e pesquisar sobre o parto natural e quanto mais conhecia sobre, mais se apaixonava pela ideia de realizar uma parto natural e mais do que isso, domiciliar. Fernanda se preparou para o nascimento da pequena Lívia, hoje com dois anos, fez todos os acompanhamentos para que a pequena chegasse ao mundo em casa. Mas infelizmente não foi possível, ela chegou através do parto normal, no Sofia Feldmam e ela afirma que lá foi super bem atendida e todos foram muito atenciosos. “O humanizado é você poder escolher. Em muitos casos, o médico não explica, ele só diz você tem que fazer uma cesárea. Por que eu tenho que fazer uma cesárea? Os médicos têm que explicar tudo, isso é ser humanizado. E no Sofia eu tive um atendimento humanizado”, ressalta.

Quando engravidou pela segunda vez, Fernanda disse que iria tentar novamente. Logo, começou a procurar por profissionais que pudessem realizar o parto. A equipe é composta por uma enfermeira obstetra e um enfermeiro, participa também a doula, responsável por prestar assistência física e emocional, durante o parto e toda a gestação.Fernanda explica que todos foram muito atenciosos com ela, durante a gestação, conversaram bastante e explicaram como seria. O pré-natal foi feito normalmente e com muitas orientações. Após exatas 40 semanas, Elisa resolveu chegar. Dessa vez, deu tudo certo.

No grande dia, algumas coisas já estavam programadas para o nascimento. O fotógrafo, Anderson Melo Machado, marido da Fernanda e pai das meninas, conta que quando chegou em casa, por volta de 23h, a esposa virou tranquilamente para ele e disse: “A bolsa estourou. Mas acho que vou voltar a dormir!”. Anderson ficou “doido” e começou a organizar a sala de casa para a chegada da Elisa. Separou os panos limpos, esquentou água, encheu a banheira. Mais de uma hora após o rompimento da bolsa as contrações começaram e só aí a tranquila Fernanda chamou a equipe que foi correndo para sua casa. No dia do parto, a irmã de Fernanda que é enfermeira, também estava presente.

Até o hora do nascimento, Fernanda ficou relaxando. A doula fez massagens, ela entrou no chuveiro, ficou a meia luz, ouviu músicas e até cantou. Depois de cinco horas de preparação e muitas contrações, Elisa finalmente chegou ao mundo, às 5h22 do dia 28 de setembro de 2018, da forma mais natural possível, dentro de uma banheira e foi Fernanda, a primeira pessoa a pegar a filha. “Foi maravilhoso”, contou a mãe.

Para Andersom, o momento também foi muito especial, ele acompanhou tudo de perto e disse que sempre apoiou Fernanda em suas decisões. “No parto da Lívia( a primeira), quando a Fernanda entrou em trabalho de parto, eu fiz a maior festa, cantei, toquei violão. Foi quando a doula me disse: você tem que entrar no mundo da partolândia. Foi aí que eu entendi que tinha que ficar em silêncio, mais tranquilo. Agora, no da Elisa, foi diferente, fiquei mais tranquilo, calmo. Foi muito especial”, disse o pai.

Fernanda conta que um dia antes da Elisa nascer agradeceu por tudo e conversou muito com ela, para que tudo corresse bem. “Fui lá para fora e olhei para a Lua e agradeci pela gestação saudável, por ter corrido tudo bem, por ter conseguido gerar mais essa criança. Conversei com ela, falei que ela poderia vir a hora que quisesse, que eu estava pronta para recebê-la”, e assim chegou a Elisa, em um momento de muita tranquilidade e paz.

Embora, o casal não seja sabarense, eles têm uma relação muito próxima com a cidade. Logo, eles se orgulham de ter tido uma filha realmente sabarense, que nasceu na cidade.

Legítimos

sabarenses

Elisa é uma das poucas crianças que nasceu em solo sabarense no último ano. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, em 2018, nasceram apenas cinco crianças em Sabará. Foram cinco partos, sendo dois domiciliares e três em trânsito na UPA.

Ainda segundo a Secretaria, foram quatro bebês do sexo feminino e um do sexo masculino. Assim como o de Elisa, o outro parto domiciliar também foi programado. Já os outros três, as gestantes estavam a caminho da maternidade e como entraram em trabalho de parto, pararam na Upa onde o parto foi assistido.

Os partos aconteceram nos meses de março, abril, maio, setembro e outubro.

Sabará está sem maternidade há mais de 10 anos. Em 2008, a maternidade que funcionava na Santa Casa fechou as portas, de lá pra cá, a maternidade voltou a abrir, mas não conseguiu se sustentar.

Em 2016, uma nova maternidade começou a ser construída ao lado da UPA, na Rodovia MGT 262, mas desde 2017 as obras estão paralisadas. O prefeito diz que as obras serão retomadas, mas no local não funcionará uma maternidade. A prefeitura estuda para o quê o prédio será destinado, o certo é que também atenderá a saúde do sabarense.

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