QUARTA-FEIRA, 23 DE JAN DE 2019
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
28 DE DEZEMBRO DE 2018
“Liberdade, Igualdade e Fraternidade”

Marco Maçônico é inaugurado na entrada da cidade

O canteiro central da Avenida Expedicionário Romeu Jerônimo Dantas, na entrada da cidade, ganhou uma bela obra de arte e um singelo jardim, após o Marco Maçônico e o jardim terem sido reformados.

A obra foi idealizada e financiada pelo professor João Pedro Martins membro e fundador da Loja Maçônica Confidente do Rio das Velhas – Nº 244 jurisdicionada a Grande Loja Maçônica de Minas Gerais.

Para a inauguração que aconteceu no dia 8 de dezembro compareceram todos os membros da Loja Maçônica de Sabará e ainda, representando Grão Mestre da Grande Loja de Minas Gerais, Edilson de Oliveira, o Grande Primeiro Vigilante Sérgio Quirino que explicou a função de um Marco Maçônico. “O Marco é um ponto de referência para mostrar para outros irmãos que nessa cidade existe uma loja maçônica. Para haver uma congregação entre as lojas”, diz.

O Venerável Mestre da Loja Confidente Rio das Velhas, Nilton Roberto da Silva, explica que é normal as entidades que promovem obras sociais colocarem marcos na entrada das cidades para mostrar que ali existe trabalhos sociais junto à comunidade. Ele ressalta que são muitos os trabalhos sociais realizados pelos maçons em Sabará, mas uma das características primordial da Maçonaria é justamente não divulgar essas realizações.

O Marco Maçônico da Augusta e Loja Confidente do Rio das Velhas, como é chamado, além de mostrar a presença da maçonaria na cidade, traz as característica de Sabará, assim como o jardim que ganhou o nome de Jardim dos Confidentes.

Durante a cerimônia de inauguração o historiador José Bouzas explicou suas características e o significado de cada uma delas. João Pedro Martins como idealizador da obra afirmou que fez questão de colocar no marco vários detalhes que representassem Sabará. A parte artística ficou por conta dos artistas Mário Inaibes que realizou toda a parte de concreto e Wellerson dos Santo que pintou a estrutura.

O jardim foi um presente à comunidade local. Os moradores foram convidados a prezarem pelo Jardim dos Confidentes e de forma representativa a Loja Maçônica presenteou os moradores com regadores, para que eles possam preservar sempre as belas flores plantadas. Para Sandra Lúcia, moradora da rua há 10 anos, a ideia foi ótima, pois vai embelezar a avenida. Ela diz que está pronta para regar as flores e vigiar o jardim, impedindo que qualquer um chegue para estragá-lo. “É muito bom deixar a entrada da cidade mais bonita. Vou vigiar da minha varanda, se perceber alguém se aproximando para arrancar flor ou qualquer coisa parecida dou um grito”, afirma.

Descrição do

Marco e do Jardim

Após fazer um belo relato sobre a história de Sabará. Zezinho Bouzas explicou o que cada detalhe do Marco Maçônico representa.

O Marco propriamente dito tem em sua composição várias representações da arte e religiosidade sabarenses.

Sustenta o monumento uma base retangular lembrando os passeios altos e as escadarias dos casarões centenários da cidade.

O Marco do Pontal observa semelhanças com o da Igreja do Carmo, onde Aleijadinho deixou sua arte. Duas colunas pintadas em azul colonial, retas e“estriadas”, no estilo “rococó”, terminadas em “capitéis com “volutas”, em vermelho e dourado,como as colunas dos altares laterais e do altar-mor da Igreja do Carmo, obras de Francisco Vieira Servas e Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, segundo especialistas, e à maneira também do altar-mor da Capela do Pilar , sustentam uma bela “cimalha” cinza claro, no estilo “rococó”, esta semelhante às cimalhas das portadas do Carmo, São Francisco e Rosário, das salas das Capelas Interna do Solar do Padre José Correa da Silva, onde abrigava a Prefeitura até recentemente.

Lembramos que as cores, azul e vermelho, são básicas da maçonaria, associadas ao branco.

Duas outras colunas, também “estriadas”, sustentam uma mesa de altar, feito à maneira da mesa do altar da Capela de Nossa Senhora do Ó.

Abaixo desta mesa há uma representação de uma Harpa, instrumento de grande beleza, harmonia e delicadeza, homenageando a música dos compositores e mestres sabarenses, que produziam belas composições e se apresentavam nos recitais nas casas dos grandes senhores mineradores, nas missas, novenas, procissões e como ainda hoje faz, a centenária Sociedade Musical Santa Cecília de Sabará.

Acima da mesa, como um altar, está o Símbolo Maçom, na cor marrom claro: o Compasso - a precisão e a exatidão, e o Esquadro - a regularidade, a boa ordem e o trabalho, ambos abraçando a letra G.

Já no Jardim dos Inconfidentes foi plantado um triangulo de flores de beijos vermelhos que representa os bravos inconfidentes. Também no jardim, mas atrás do marco temos o desenho da bandeira de Minas Gerais formado com flores brancas e vermelhas, que faz uma alusão ao lema da maçonaria: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, já que a bandeira de Minas traz os dizeres “Libertas Quae Sera Tamem”.

Finalmente, ao lado do Marco, nota-se que foram plantados dois pés de romãs. Acima da cimalha e de todo o conjunto, coroando as colunas e os capitéis, encontram-se duas “romãs”, pintadas e bem caracterizadas, simbolizando a paz no mundo, a unidade dos irmãos e toda energia cósmica do Universo.

“Os Maçons, conscientes da missão e das obrigações que lhes são inerentes, em lutar para o bem da Pátria e da humanidade, têm convicções de estar cumprindo o papel e o dever também de lutar por Sabará, a cada um e à todos os Maçons do Universo”.

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