DOMINGO, 27 DE MAI DE 2018
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NOTICIÁRIO - CULTURA
07 DE MAIO DE 2018
Fanfarra do Caic: um patrimônio sabarense

Há quase 20 anos a Fanfarra do Caic tem encantado e contagiado a todos com suas apresentações, qualquer solenidade em Sabará sem a presença da Fanfarra fica a sensação de que algo está faltando.

A Fanfarra é fruto do projeto do Governo Federal - Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), que foi construído na área da Escola Municipal Aníbal Machado, bairro Nossa Senhora de Fátima. O objetivo era oferecer aos alunos várias oficinas, fazendo com que eles permanecessem na escola em período integral. O projeto era federal, mas a sua manutenção municipal, ou seja, o município era responsável pelas oficinas que ali fossem desenvolvidas. A princípio o projeto funcionou, com oficinas de costuras, luthier e a Fanfarra, mas com o passar do tempo o município não pôde mais sustentá-lo.

O atual maestro da Fanfarra, Luiz Henrique Antão Siqueira, chegou à escola, como professor de Inglês, em 1999, em um de seus horários vagos resolveu conhecer um pouco mais sobre o CAIC, que naquele ano já não funcionava mais nenhuma oficina, foi quando se deparou com diversos instrumentos parados. Então teve a ideia de dar vida àqueles instrumentos.

Como estava tendo dificuldades com alguns alunos, apresentou os instrumentos para os meninos e passou a ensiná-los, nascia assim a Fanfarra do Caic. Luiz passou então a dedicar algumas horas da semana ao novo projeto. Naquela época contou com o apoio da Secretaria de Educação do município. O professor se reunia com os alunos nas quintas-feiras e aos sábados. Atualmente, o maestro saiu da sala de aula e seu tempo é totalmente dedicado à Fanfarra.

Desde então centenas de alunos passaram pela Fanfarra, hoje o grupo conta com 35 alunos e o projeto é mantido basicamente pelo maestro e pelos próprios alunos e seus familiares.

Segundo Luiz, os uniformes de gala, usados nas apresentações especiais são os mesmos desde o início, assim como os sapatos que possuem cerca de 18 anos, eles estão sempre sendo reformados, com a contribuição do professor, alunos, seus familiares e alguns funcionários da Escola Aníbal Machado. Alguns uniformes para apresentações informais, como blusas de malhas, já foram doados por antigos governos.

Os instrumentos também passam por constantes reformas, que são bancados pelos integrantes da Fanfarra, os últimos instrumentos adquiridos foram seis surdos, doados pelo Executivo Municipal há cinco anos. Outros instrumentos também foram doados pelo município por volta de 2010 e 2011.

Recentemente a Fanfarra conseguiu verba através do Fundo Estadual de Cultura, que aprovou o projeto, o grupo poderá investir em um uniforme, a princípio será feito o informal. O recurso será do governo estadual e poderá ser investido em outras pendências do grupo.

Embora a Fanfarra do Caic seja a mais conhecida e tradicional, a cidade conta ainda com a Fanfarra da Escola Municipal Adão de Fátima Pereira, no bairro Alvorada, onde Luiz também é o maestro responsável. Segundo ele, ela foi criada há pouco tempo, mas já está fazendo muito bonito.

De acordo com a Secretaria de Educação do município, as Fanfarras são muito importantes para a cidade e existe a intenção de ampliar o projeto para outras escolas. A Secretaria afirma que tem procurado formas de manter o projeto.

Apesar das dificuldades, a Fanfarra do Caic permanece de pé e os integrantes não pretendem em nenhum momento abandonar o projeto que abriu portas para um mundo maravilhoso.

Música: um

caminho novo

A Fanfarra do CAIC foi, sem dúvida, um excelente caminho para muitos estudantes que passaram por ela ou ainda fazem parte dela. É o caso, por exemplo, de Luiz Expedito, 18, que participa da Fanfarra há quatro anos. “Se eu não tivesse entrado para a Fanfarra, eu estaria em outros caminhos, caminhos muito ruins”, conta o estudante. Ele diz que considera o maestro como um pai, já que pode contar com ele em várias situações. O garoto sempre foi um admirador da música, mas a Fanfarra é uma paixão. “Eu já tive várias experiências com a música, mas a Fanfarra é meu lugar. Eu não quero sair daqui”, diz. Expedito já participou da Orquestra do Sesc, feito alcançado através da Fanfarra, mas diz que não se sentiu bem lá, por isso decidiu sair. Ele diz que seu grande sonho é ser maestro na Fanfarra.

Giulie Nogueira Machado, 16, também considera a Fanfarra como uma grande mudança em sua vida. Há cinco anos, a menina que era bailarina, apaixonou pela Fanfarra quando viu e a ouviu pela primeira, então decidiu participar da arte que a encantava. “ Entrei na Fanfarra no dia do meu aniversário, quando estava fazendo 11 anos e isso mudou a minha vida”, conta.

Hoje Giulie é violinista da Orquestra do Sesc, algo que para ela parecia muito distante. “Eu fui lá fazer o teste, porque eles vieram aqui e selecionaram alguns alunos, quando fui, achava que era impossível passar, mas passei nas duas provas e virei violinista da orquestra”. Apaixonada pela música, Giulie já tem seus planos traçados, assim que formar no ensino médio vai entrar para faculdade de música e será maestrina.Em relação ao maestro, Giulie é só elogio. “O Luiz é sensacional. Fico impressionada com o talento dele, com o ouvido que ele tem. Além de ser um cara muito bacana com todos nós. Ele é um pai, um grande amigo”, afirma.

Luiz Fernando, 19, já tem 11 anos de Fanfarra e hoje além de tocar, ajuda o maestro na organização e na coordenação. Ele também diz que a Fanfarra foi o melhor caminho que poderia seguir.

Não podemos negar que a Fanfarra do Caic e a recém criada do Adão de Fátima só têm a acrescentar na cultura do município, por isso é importante que todos valorizem esses meninos que pretendem levar alegria e beleza a todos os cantos da cidade através de sua paixão.

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