DOMINGO, 17 DE DEZ DE 2017
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NOTICIÁRIO - GERAIS
04 DE DEZEMBRO DE 2017
Melhor de todos os tempos, festival traz a Sabará 120 mil pessoas

Apesar de alguns transtornos devido quantidade de veículos a 31ª edição do Festival de Jabuticaba foi considerada por muitos como a melhor da história

Ótima estrutura, organização, limpeza, excelentes atrações culturais, pratos inovadores e deliciosos, diversidade de produtos e muita, muita jabuticaba, esses foram os ingredientes para a produção de um dos melhores Festivais de Jabuticaba que Sabará já teve.

A receita do sucesso contou ainda com muito empenho e dedicação da Associação dos Produtores de Derivados de Jabuticaba de Sabará (Asprodejas) e todos seus associados. Segundo Meire Ribeiro, tesoureira da Associação e uma das responsáveis pela organização do evento, os produtores acreditaram no festival e se dedicaram muito para a realização. “A produção de derivados foi muito grande. Todos os anos as produtoras procuram trazer novidades. Nós já temos mais de 25 produtos a base de jabuticaba. É incrível o poder de renovação das produtoras, todos os anos elas se reinventam. Isso é muito bacana”, ressalta.

Sabará recebeu nos três dias de festa 120 mil pessoas, o que surpreendeu até mesmo os produtores mais confiantes. “Na sexta-feira foi uma surpresa, porque normalmente freqüentava os sabarenses. Esse ano veio muita gente de fora, ficou muito cheio”, ressalta Meire. Ela diz que houve muito investimento na divulgação, principalmente na internet, através das redes sociais, além das mídias espontâneas em sites de eventos e televisão.

A data para a realização foi acertada, pois aconteceu durante a safra, então teve muita jabuticaba. “De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, foram vendidas 50 toneladas da fruta. Então foi ótimo. A princípio seriam dez barraquinhas vendendo a jabuticaba, mas a demanda foi tanta que no final tínhamos 26 barracas”, diz a organizadora.

Meire explica que toda a organização ficou por conta da Asprodejas que contou com recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O projeto do festival foi inscrito em edital de patrocínio a eventos da Codemig e foi contemplado, conquistando parte da verba para a realização da festa. “Nós ganhamos de um dos maiores eventos de Belo Horizonte. Então nós vimos que teríamos que fazer a melhor festa que Sabará já teve. E a gente acredita que foi a melhor. E não vamos parar por aí”, ressaltou.

A produtora destaca que o fato do festival ter voltado para o Centro Histórico também contribuiu para o sucesso. Além disso, destaca o apoio da prefeitura que se empenhou muito para a realização do evento. “Sem o apoio da Prefeitura não conseguiríamos realizar o festival. Eles ajudaram no com a limpeza e o atendimento ao turista” diz. Meire destaca o trabalho das Secretarias de Turismo e Meio Ambiente.

As atrações culturais foram pensadas junto com a Secretaria de Turismo, procurando algo que agradasse a todos e procurando algo que as pessoas se sentissem mais acolhidas. O show de Chico Lobo foi pensado no sentido de algo mais raiz, uma música que representasse bem o evento. Durante os três dias de festa foram 26 atrações culturais, a Asprodeja patrocinou o show de Chico Lobo e as intervenções da Banda Santa Cecília, todas as outras atrações foram custeadas pela Prefeitura.

Cozinha Show

Em uma área maior e com novidades, o Cozinha Show, mais uma vez ajudou a abrilhantar o festival. Nove chefs se apresentaram foram 11 pratos diferentes utilizando os derivados da jabuticaba. Milsane de Paula , responsável pelo Cozinha Show, disse que o objetivo do projeto é mostrar a potencialidade e versatilidade da jabuticaba como ingrediente em diversos pratos. “É sair do pote para o prato”, ressalta.

Entre os chefs estavam os renomados Ivo Farias e Flávio Trombino. E a chef Rosilene Campolina presente em todas as edições do Cozinha Show. Ela disse que o Festival da Jabuticaba é uma festa linda e que está se superando a cada ano, em todos os sentidos. “Em público, em criatividade, em produtos. As pessoas estão se profissionalizando, hoje nós temos várias produtoras. Os produtos estão cada dia mais elaborados. Percebi muita inovação”, ressaltou.

A chef preparou um risoto ecogastronômico, a estela do prato foi a lingüiça de jabuticaba, mas Campolina, durante o preparo, ensinou as pessoas sobre a conscientização acerca dos recursos que estão cada vez mais limitados . A importância da utilização de produtos locais, partindo do simples. “Essa é a ideia da gastronomia de vanguarda hoje, não é você procurar longe; é valorizar o produto local e sazonal”, diz.

Este ano o Cozinha Show trouxe como novidade a degustação de queijos com cerveja artesanal.

Aprovado

por produtores

e turistas

As vendas foram ótimas, vários expositores tiveram que repor os seus produtos durante o festival e mesmo tendo um número surpreendente de visitantes, Meire Ribeiro garante que os produtores deram conta do recado e nenhum cliente voltou para casa sem encontrar o que desejava. E os produtores voltaram super satisfeitos com muitas vendas e várias encomendas.

Para Gustavo Rodrigues Viana, vendedor da fruta in natura, as vendas foram ótimas, em apenas duas horas da tarde de sábado, sua barraquinha teve que repor os produtos duas vezes. Ele disse que vendeu muito. Para ele a mudança para o centro melhorou muito, mas salientou que o trânsito ficou muito ruim.

O produtor de derivados da jabuticaba, Sulivan Batista Bispo, também afirmou que as vendas foram ótimas. Além disso, ressaltou que o clima da festa estava bom. “ Este ano as pessoas estão mais comunicativas,a harmonia está boa. Acredito que está sendo bom para todos, não só para nós produtores que estamos vendendo bem, mas também para os visitantes”, disse.

Elizabeth Torres disse que foi muito bom. “Foi mais bem organizado e estruturado. Para nós está muito melhor, tenho recebido muitos clientes, ficou cheio, mas está tranquilo.

A produtora Maria Lúcia também aprovou o festival na praça, ela disse que depois e ter sido realizado em vários espaços, o Centro Histórico é o melhor.

Maria da Piedade Barros, mais conhecida como Vovô Bia, que produz derivados deliciosos, só tem elogios para o festival. “Maravilhoso. Nunca teve um festival tão bonito como este. Vendemos muito, a organização foi muito boa e a estrutura excelente”.

Os artesãos que participaram do evento na praça Santa Rita também aprovaram. “ Achei muito agradável, o local mais aberto e mais amplo está muito bom. É muito interessantes estar participando da festa. Está vendendo muito bem”, disse Gislei Coelho da Coperartes. A artesã Dora Carvalho também compartilhou da opinião de Gislei, dizendo que movimentou muito a cidade.

Sabará recebeu milhares de turistas. Foram 120 mil que visitaram os estandes, curtiram a boa música e se deliciaram com os encantos de nossa frutinha durante os três dias de festa. Teve gente até do outro lado do mundo apreciando nossas delícias, como o grupo de japoneses que trabalham em uma empresa na cidade de Jeceaba, próximo a Congonhaas do Campo-MG. Entre eles estava Toshi Tsuchita, no Brasil há quase dois anos diz que a festa estava muito boa, experimentou muitas coisas diferentes, gostou muito dos molhos feito com a jabuticaba. Já seu colega, Toru Akat, está há menos tempo no país e disse que o que achou mais inusitado e gostosos no festival foi a pizza de jabuticaba.

Thaís Brant é natural de Brasília e já tinha ouvido falar muito de Sabará e consequentemente do festival, mas só agora, que está morando em Belo Horizonte, teve a oportunidade de conhecer. “Sempre ouvi falar muito de Sabará, mas é a primeira vez que venho e estou adorando. Não imaginava que fosse tanta gente da comunidade envolvida, isso mexe com a cidade. E muito interessante ver todos juntos trabalhando pelo turismo, pela boa convivência. Está ótimo”.

Tininha Abreu, 83 anos, veio pela primeira vez no Festival. “ Estou achando uma loucura total, isso aqui. Sabará é uma cidade linda, muito arborizada e receptiva. Estou adorando. Espero poder vir em outros festivais”.

A professora Alice que estava se deliciando com um dos pratos servidos no Cozinha Show, disse que achou o festival fantástico. “Estou surpresa. Não imaginei que tivesse tanta coisa boa e essa preocupação em valorizar a cultura e a produção local”.

O advogado Gleisson Teixeira de Belo Horizonte visitou a festa pela primeira vez, apaixonado pela fruta, ficou encantado com o festival. “Está tudo muito bom. Gostei da organização, da segurança, da receptividade do povo, da divisão dos espaços, do fato da estrela principal está no meio da festa. E achei os preços bem accessíveis”, disse.

Número inesperado de visitantes gerou transtorno no trânsito

Apesar de ter sido um sucesso, houve alguns problemas e o maior deles foi com certeza o trânsito. Muitas pessoas reclamaram da dificuldade para chegar a Sabará, já que a partir de Nações Unidas o trânsito já estava engarrafado, por isso algumas pessoas que tinham intenção de vir ao festival desistiram; outras ficaram horas na estrada para chegar ao Centro Histórico. Os pontos de ônibus do centro de Belo Horizonte, onde passam as linhas de Sabará estavam lotados e alguns passageiros ficaram até 4 horas a espera de uma condução.

Durante reunião ordinária da Câmara Municipal na terça feira, 21, após o festival o vereador Guilherme Alves, afirmou que outro problema foi a dificuldade para encontrar estacionamento. Ele sugeriu que no próximo ano alguns lugares como o Campo da Liga e a Escola Estadual Bilu Figueiredo, possam ser usados para estacionamento. Outra questão levantada pelo vereador foi o fato de não ter sido feito cadastro para moradores do centro que possuem carro poder chegar ou sair de casa.

Essas questões devem ser revistas para tornar a festa ainda melhor.

Diante disso, Meire afirma que para o próximo ano vai ser estudada uma forma que não afete tanto o trânsito, como aconteceu este ano. Em relação aos ônibus, ela diz que serão analisadas algumas sugestões, como a criação de um especial para o festival e o aumento do número de ônibus durante a festa. “A gente entende que temos que dar uma atenção maior para o trânsito. Estamos lendo os comentários e colhendo as críticas, mas ainda não realizamos uma reunião para fazer um levantamento”, diz.

Apesar dos pequenos transtornos a avaliação de todos foi bastante positiva. O prefeito Wander Borges, durante o Festival, diz que o retorno para o Centro foi uma decisão acertada. Segundo ele, a maioria das pessoas consultada durante a festival afirmou que o Centro Histórico foi o lugar ideal para a realização do evento. O prefeito salientou que beneficiou também o conhecimento do nosso patrimônio. “Podemos ver uma quantidade grande de pessoas tirando fotos na Igreja do Rosário”, salientou.

Wander afirmou ainda que o festival ganhou uma conotação diferente explorando o lado cultural da cidade e também trazendo inovações gastronômicas, tentando levar a jabuticaba não só na questão da fruta in natura e seus derivados tradicionais, mas mostrando que ela pode ser usada em diversos pratos. “Temos que mostrar que Sabará realmente pode ser reconhecida como a capital da Jabuticaba. Esse é nosso objetivo. Nós temos hoje 800 imóveis que tem isenção do IPTU por ter um pé de jabuticaba, já conseguimos distribuir este ano mil mudas de jabuticaba para a população

Concurso

Durante o festival foram realizados três concursos, o melhor licor, a melhor geléia e o produto mais inovador. Veja o resultado:

Inovação

1º - Cebola Caramelizada - Vovó HeLÊ

2º - Queijo curado na cachaça com Jabuticaba - Sabará e Sabor

3º - Molho Criolo (Jabuticaba e Especiarias) – Sabará e Sabor

Geleia- Jabuticabinha e Natureza

Licor - Natureza

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