SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAI DE 2020
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Santinhas

Luiz Alves

Com o padre Geraldo, saudoso vigário, fomos até Aparecida trazer uma imagem para celebração do dia da Padroeira do Brasil em Sabará. Lá tivemos contato com as Irmãs Canisianas. Algumas religiosas aqui já operavam, e a Irmã Clésia viria conosco para se integrar ao grupo e comandar os trabalhos que desempenhavam em nossa cidade.

O avião pousou na Pampulha e seguiu-se procissão motorizada do aeroporto até a Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Do altar, o vigário vaticinou que, através da pequenina imagem, certamente muitas bênçãos cairiam sobre nossa comunidade. Guardei no coração a profecia, mal sabendo que tais bênçãos já se concretizavam. Elas começavam a se realizar na freira que nos acompanhava. Mulher bonita, porte elegante, bondade escorrendo dos olhos, educação refinadíssima, fé robusta e cheia dos mais nobres ideais.

Agora, vários anos depois, ficamos sabendo que a irmã Clésia está nos deixando. Que perda... E quando penso nas coisas que aconteceram naquele tempo distante, tenho a certeza de que a viagem com a pequenina imagem trouxe-nos de fato outras grandezas. O trabalho desempenhado pelas canisianas, comandadas pela Irmã Clésia, deixa marcas. Principalmente na difusão da autêntica fé, aquela que se traduz em trabalho, como o desenvolvido por elas na educação de crianças sabarenses.

Missão cumprida, Irmã Clésia. Sua atuação deixa profundas marcas em nosso agradecido coração. Melhor ainda é saber que tudo está anotado nos arquivos do Céu. Tenha, querida Irmã, o mesmo sucesso que aqui obteve quando for semear em outras searas. Nós aqui ficamos, nós e nossa saudade.

Quando com o Padre Geraldo, naquele distante 12 de outubro, entramos num avião portando a imagenzinha de Aparecida, sequer sonhávamos que um delicado milagre estava acontecendo. Só mais tarde conseguimos entender com clareza que conosco voavam não uma, mas duas santinhas.

LUIZ ALVES
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